O vampirismo matou inúmeras pessoas ou isso foi uma farsa?

Não é difícil encontrar dentro do universo da ficção tramas que se tratem de seres como os vampiros. Existem livros, filmes séries e novelas, que ficaram famosos mundialmente como a saga “Crepúsculo” da escritora Stephenie Meyer, e a série “Diários de um Vampiro” da escritora Lisa Jane Smith e a telenovela brasileira “O Beijo do Vampiro” do diretor Roberto Naar e Marcos Paulo.

Acontece que nem sempre foi assim e esses seres que hoje possuem fãs rodeavam o imaginário popular com seres malignos que traziam medo. Ao se buscar o significado de vampirismo no dicionário, nos deparamos com definições gerais de que é alguém que se comporta como vampiro e mais uma vez no imaginário coletivo a figura é retratada como um ser que usa capa escura, tem dentes afiados, olhos vermelhos, tem força e suga o sangue das pessoas para sobreviver.

Ao contrário de quando surgiu, o vampirismo não era destaque somente na literatura, estava também refletido no cotidiano das pessoas. No início do século XVIII, temos registros do surgimento dos vampiros na fronteira da Hungria com a Áustria.

Figuras malignas que estavam rodeados de sangue e mortes, existem destes tempos mais remotos, como divindades, fantasmas, demônios, divindades e bruxas, inúmeras fontes revelam que o termo vampiro, foi registrada pela primeira vez no ano de 1725, em nada mais nada menos do que um relatório médico do exército do Sacro Império Romano-Germânico.

Em 1716, depois da vitória do Império Otomano, que resultou no Tratado de Passarowitz, a Áustria anexou áreas do território da Sérvia e quando chegaram nessas terras novas, tiveram acesso a essas histórias sobre os vampiros.

Além disso, outro registro foi na cidade de Kisilova, onde a morte de nove pessoas dentro de um período de de oito dias, teria ocorrido graças a uma visita noturna de etar Blagojević, que mordeu todas as vítimas e sugou todo o seu sangue. Entretanto, Blagojević tinha sido enterrado a cerca de 10 semanas antes desses acontecimentos incertos.

Em análise do coro de etar, o superintentendente austríaco From Bold enviou um relatório para Viena, no qual registrou descrições como o vampiro e ainda escreveu:

“O rosto, as mãos e os pés, e todo o corpo estavam tão bem constituídos, que não poderiam ter estado mais completos em sua vida. Com espanto, vi um pouco de sangue fresco em sua boca, que – de acordo com os relatos – havia sido sugado das pessoas mortas por ele… assim, ao ser perfurado, um monte de sangue, completamente fresco, também jorrou de seus ouvidos e boca, e aconteceram outras manifestações que não descrevo por respeito”, como uma tentativa de se resguardar, os moradores da região colocaram  uma estaca no seu coração e cremaram o corpo.

Com a divulgação desses fatos, toda a Viena teve acesso a esses relatos do mesmo modo que os compartilhava  de uma forma informal com vínculo informativo e com o passar dos anos, novos relatos surgiram e a doença que estava presente no imaginário, teve um “epidemia” em toda a Europa.

Não é a toa que no período o filósofo francês Voltaire distribuiu comentários sobre essa ideia de existirem esses seres mortais. “O quê?! Em pleno século 18 existem vampiros?” e argumentou falando de paris e Londres “Admito que nas duas cidades há corretores da bolsa e homens de negócios que sugam o sangue das pessoas em plena luz do dia; mas, embora corrompidas, não estão mortas. Esses verdadeiros vampiros não vivem em cemitérios, mas em palácios”.

Entendendo uma farsa que originou medo, por bastante tempo 

Uma justificativa para a proliferação em massa dessa farsa, segundo alguns pesquisadores é porque o período estava recheado de grandes mudanças culturais, traumas, decepções e problemas na alimentação, além de associarem ao uso acidental de drogas que geram alucinações, assim como a doenças que possuem um grande grau de contaminação.

Outra explicação mais aceitável é presença de ativos químicos que afetam na decomposição dos corpos.


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